sexta-feira, 5 de maio de 2017

Sub tuum praesidium - A mais antiga oração a Nossa Senhora conhecida



No ano de 1927, no Egito, foi encontrado um fragmento de papiro que remonta ao século III. Neste fragmento estava escrito:

"À vossa proteção recorremos Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita!"
Esta oração conhecida com o nome “Sub tuum praesidium” (À vossa proteção) é a mais antiga oração a Nossa Senhora que se conhece. Tem ela uma excepcional importância histórica pela explícita referência ao tempo de perseguições dos cristãos (Livrai-nos de todo perigo) e uma particular importância teológica por recorrer à intercessão de Maria invocada com o título de Theotokos (Mãe de Deus).

Este título é o mais belo e importante privilégio da Virgem Santíssima. Já no século II, era dirigido à Maria e foi objeto de definição conciliar em Éfeso no ano de 431. Maria, Mãe de Deus! Qual é, na mente da Igreja e da Tradição, o genuíno e profundo sentido deste dogma mariano central?
Santo Tomás de Aquino afirma que pelo fato de ser mãe de Deus: “A Bem-aventurada Virgem Maria está revestida de uma dignidade quase infinita, a causa do bem infinito que é o mesmo Deus. Portanto, não se pode conceber nada mais elevado que ela, como nada pode haver mais excelso que Deus” (Suma Teológica 1, q.25, a.6 ad 4.). E, de acordo com o Catecismo da Igreja Católica.
Denominada nos Evangelhos “a Mãe de Jesus” (João 2,1;19,25 [a72]), Maria é aclamada, sob o impulso do Espírito, desde antes do nascimento de seu Filho, como “a Mãe de meu Senhor” (Lc 1,43). Com efeito, Aquele que ela concebeu Espírito Santo como homem e que se tornou verdadeiramente seu Filho segundo a carne não é outro que o Filho eterno do Pai, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade. A Igreja confessa que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus (CIC §495)
O Concílio de Éfeso tem a glória de ser o grande Concílio Mariano, pois seu dogma destruiu a maior heresia contra a Virgem e pôs a pedra angular de toda a Mariologia. A Igreja com o decorrer do tempo iria descobrindo os grandes tesouros encerrados na Maternidade Divina de Maria.
Porém, é necessário compreender o que a Igreja quer dizer quando fala em Maria como Mãe de Deus. Jesus Cristo, segunda pessoa da santíssima Trindade, existe desde toda a eternidade. Ele procede do Pai por uma geração espiritual, na qual não intervém evidentemente nenhuma criatura humana. Portanto, Maria não é mãe do Filho de Deus quanto à sua origem divina, mas é mãe do “verbo encarnado”, do Filho de Deus feito homem.
Maria deve ser chamada Mãe de Deus, porque a maternidade se refere sempre à pessoa. A mãe de um homem não é só a mãe de seu corpo. Ela é mãe da pessoa toda. Assim também Maria é mãe de seu Filho, como pessoa divina e humana que Cristo é.
Convém ainda recordar que esta questão já foi tratada na era Patrística, isto é, no Cristianismo primitivo. De fato, Nestório, bispo de Constantinopla, negava o título de “Theotokos” (Mãe de Deus) a Maria. Nestório sabia muito bem que isto significava a consequente negação da natureza de Cristo, homem e Deus.
A mesma história Patrística mostra a forte reação dos cristãos contra Nestório, que resultou no Concílio de Éfeso, no ano de 431, reconhecendo a legitimidade do título de Mãe de Deus, dado a Maria, e condenando as ideias nestorianas.


quarta-feira, 3 de maio de 2017

"Padeceu sob Pôncio Pilatos"... Provas Históricas dos Evangelhos



A recente emissão de “A Pedra de Pilatos”, parte de um especial da CNN, renovou a inquietude pelas evidências históricas e arqueológicas da existência de Pôncio Pilatos, governador da Judeia durante o julgamento e crucificação de Jesus.
Em 5 de março de 2017, a rede televisiva CNN estreou “A Pedra de Pilatos”, primeiro episódio da segunda temporada de Finding Jesus (Encontrando Jesus), que apresenta os detalhes conhecidos da vida do procurador romano que condenou Jesus Cristo a crucificação.
Mas, quais são as evidências arqueológicas que comprovam a existência de Pilatos?
Em 1961, os arqueólogos liderados pelo Dr. Antonio Frova descobriram em Cesária Marítima, uma cidade romana antiga ao longo da costa mediterrânea de Israel, um fragmento de pedra calcária na qual foi gravada uma inscrição com o nome de Pôncio Pilatos.


A "PEDRA DE PILATOS" (Museu da Israel)


A placa de 82 cm de largura e 68 cm de altura, que pode ser encontrada atualmente no Museu de Israel (Jerusalém), foi escrita em latim e colocada em uma das escadas do anfiteatro de Cesárea.
A inscrição diz o seguinte: “Pôncio Pilatos, prefeito da Judeia, dedicou ao povo de Cesária um templo em honra a Tibério”.
A informação descrita coincide com o reinado do imperador Tibério entre os anos 14 e 37 d.C. e também com o cronograma bíblico descrito no Novo Testamento: Lucas, em seu Evangelho, se referiu a Pilatos como o governador romano da Judeia durante o reinado de Tibério César.
Além dos Evangelhos, vários historiadores pagãos da época também escreveram sobre o procurador romano.
Cornélio Tácito, historiador romano do século I, mencionou Pilatos em um de seus escritos: “Imputou os cristãos que tomam o nome de Cristo, o qual durante o reinado de Tibério havia sido condenado à morte pelo procurador Pôncio Pilatos”.
Também falou sobre ele Flavio Josefo, historiador que participou na guerra dos judeus entre os anos 66 e 70. No ano 93, no século I, escreveu o seguinte: “Naquele tempo apareceu Jesus, homem excepcional, se é que podemos chamá-lo de homem, pois realizou milagres incríveis (...). Tanto entre os judeus como entre os gregos havia muitos discípulos que o seguiam. Devido à denúncia dos líderes do povo, Pilatos o condenou ao suplício da cruz. Mas isso não impediu que os seus discípulos continuassem amando-o como antes. Depois de três dias da sua morte, apareceu vivo”.
Também Filo de Alexandria, contemporâneo de Jesus, descreveu Pilatos como uma pessoa cruel e caracterizada pela “sua venalidade, violência, furtos, assaltos, pelo seu comportamento abusivo, suas frequentes execuções de presos que não haviam sido julgados e sua ferocidade sem limites”.
Sobre como e onde Pôncio Pilatos morreu, não se sabe, mas existem várias hipóteses, como se tivesse cometido suicídio depois de cair na desgraça ou que tenha banido à Gália, onde morreu.
Ouros acreditam que Pilatos se converteu ao cristianismo antes de morrer ou, segundo os textos apócrifos, sofreu o martírio.





Fonte: ACIdigital -  Poncio Pilatos existiu de verdade?

quarta-feira, 26 de abril de 2017

O Culto da Virgem Maria no Cristianismo Primitivo - Imagens de Nossa Senhora


O uso de imagens e o culto aos santos remonta aos primeiros anos do Cristianismo. Infelizmente, nossos irmãos protestantes ainda não compreenderam a diferença entre Adoração (Latria) e Veneração (Dulia), e isto constitui um ponto de muito desacordo entre Católicos e os irmãos separados. Particularmente em relação à Hiperdulia, que é o culto especialíssimo devido à Virgem Maria, Mãe de Deus (Theotokos).

Contudo, a história mostra que, desde o início, os discípulos de Jesus Cristo cultuavam e prestavam honras àqueles que heroicamente - particularmente a Virgem Maria - seguiram Nosso Senhor e Salvador.

As imagens nas Catacumbas de Priscila o demonstram, assim como as da igreja cristã mais antiga conhecida, localizada na Síria, de tal forma os mais recentes estudos arqueológicos têm confirmado.


Devemos nós, Católicos, estarmos firmes, e de acordo com a Sagrada Tradição. Nossos irmãos protestantes, mais cedo ou mais tarde, compreenderão a especial destinação dada por Deus à Virgem Maria, e porque todas as gerações hão de chamá-la de bendita (Lucas 1).

Veja:



Imagem atribuída à Nossa Senhora na mais antiga Igreja Cristã

Imagem de Nossa Senhora na Catacumba de Priscila

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Destruindo o Mito da Inquisição

Há uma fantasia e ignorância generalizada sobre o que foi a Inquisição Católica. Há inclusive uma ignorância - ou um erro calculado, maldoso - de que processos inquisitivos foram exclusivos dela. São erros graves. Mesmo porque as perseguições religiosas foram mais violentas por parte de outras confissões religiosas do que por parte da própria Igreja Católica, estas, contudo ocorreram por parte de homens da Igreja. Nenhuma outra confissão, entretanto, fez uma revisão histórica e reconheceu seus erros do passado, oficialmente, como o fez a Igreja Católica.
Até hoje, saliente-se os cristãos católicos sofrem perseguições e violências atrozes, chegando à morte. Vejam, a propósito disto, o que diz uma especialista, a Doutora Maria Elvira Roca Barea, sobre estas "lendas negras":

Segundo o ACI Digital (07/04/2017), a docente, filóloga e doutora em literatura Maria Elvira Roca Barea gerou um intenso debate após a publicação de um livro no qual explica as “lendas negras” instaladas em alguns períodos da história, como a Inquisição Espanhola.
Em uma entrevista à Diocese de Málaga, a autora de “Imperiofobia e leyenda negra” (“Imperiofobia e lenda negra”), que não professa nenhum credo, recomendou aos católicos não terem um sentimento de culpa pela Inquisição que, embora tenha existido, foi uma “pequena instituição que nunca teve a capacidade de influenciar decisivamente na vida dos países católicos e da Espanha”.
“O mecanismo da lenda negra funciona sempre não com uma mentira absoluta, o que se diz costuma ser verdade. O que acontece é que se magnifica e se cala todas as outras coisas”, ressaltou a ex-professora da Universidade de Harvard e pesquisadora do Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha.
A autora acrescentou que esse sentimento de culpa que permanece até hoje surgiu no século XVIII após o período do Iluminismo, quando “os intelectuais espanhóis começaram a assumir como verdadeira essa versão da história que diz que a Espanha teve culpa por todas as guerras de religião”.
Na verdade, precisou, alguns grupos geraram nas pessoas a crença de que foi “a intolerância religiosa dos católicos, com a Espanha na liderança, que causou essas guerras e que justifica todas as atrocidades que aconteceram na Europa nos séculos XVI e XVII, etc.”.
Roca Barea acrescentou que, a partir deste momento, novos intelectuais converteram aquela visão na versão oficial da história espanhola, que é “assumida por eles como verdade”.
Os erros sobre a Inquisição Espanhola
Entretanto, a especialista indicou que naquele tempo a intolerância no tema da religião foi “o modo de pensar de todos”, por isso, dizer que nesse sentido os espanhóis foram intolerantes por causa da Inquisição “é a falsidade de todas as falsidades”.
“O que devemos ver é de que modo era controlada essa intolerância religiosa em cada local e, desde o princípio, foi muito mais civilizada e mais compreensiva no lado católico e logo na Espanha”, acrescentou.
A especialista citou como exemplo a Inglaterra ou os principados luteranos protestantes no norte da Europa, onde as perseguições foram “horríveis”.
“Aparte – continuou – todo o fenômeno de caça às bruxas, absolutamente demente, que causou milhares de mortes. Isso não aconteceu no mundo católico e nem na Espanha porque existia a Inquisição, que evitou aquelas barbaridades”.
Roca Barea disse que a Inquisição católica foi “uma instituição muito organizada, muito mais regulamentada do que qualquer outra em seu tempo e na qual a religião continuava sendo tema de religião e não do Estado”.
“Tratava-se de delitos que ainda hoje são tais, como por exemplo, os que eram conhecidos como delitos contra a honestidade: o lenocínio, a pedofilia, o tráfico de pessoas, a falsificação de moedas e documentos… Tinha um campo muito amplo de trabalho”.
Rocha Barea revelou que “todas e cada uma das sentenças de morte” que foram assinadas na Espanha foram “muito bem documentadas” nos estudos como os do professor Contreras ou o de dinamarquês Henningsen.
“A Inquisição julgou cerca de 44.000 casos entre 1560 e 1700, causando a morte de aproximadamente 1340 pessoas. E essa é toda a história. Calvino colocou 500 pessoas na fogueira em apenas 20 anos por heresia”, detalhou.
A Igreja Católica deve se defender
Por outro lado, a autora manifestou os católicos não “podem ter” esta atitude de “perder a batalha cultural”.
“Deve reagir, porque não é prejudicial apenas para os católicos, crentes ou não crentes, mas para o mundo que a Igreja Católica gerou”, acrescentou.
A especialista disse que “a religião católica foi responsável por conquistas muito importantes, coisas muito boas que fez pelo mundo e pela sociedade”. “Por que não ensina esse lado de si mesma que é lindo e que mereceria ser mais conhecido?”.
“Embora eu não seja crente, levo os meus filhos na catequese e tenho as minhas discussões com o sacerdote do bairro. Digo-lhe: ‘Vamos acabar sendo os agnósticos e ateus de boa vontade os que limparemos o nome da Igreja, porque vocês tem uma passividade absolutamente incompreensível’”, enfatizou Roca Barea.
Finalmente, a especialista também criticou aqueles que pensam que agir contra o catolicismo é sinônimo de “modernidade”, porque não percebem que estão “matando” a si mesmos, “sendo crentes ou não crentes”.
“Porque você está renegando o seu passado e os seus antepassados e essas são as bases que nos sustentam. E sem eles, desabamos. E se nós desabamos, outros ficarão em cima”, concluiu.


terça-feira, 21 de março de 2017

Os 25 segredos da luta espiritual que Jesus revelou a Santa Faustina



Os 25 segredos da luta espiritual que Jesus revelou a Santa Faustina

Praying with a rosary © Ruggiero Scardigno / Shutterstock
Como proteger-se dos ataques do demônio
Em Cracóvia, no dia 2 de junho de 1938, o Senhor Jesus ditou a uma jovem Irmã da Misericórdia um retiro de três dias. Faustina Kowalska registrou minuciosamente as instruções de Cristo em seu diário, que é um manual de mística na oração e na misericórdia divina.
Este diário guarda as revelações de Cristo sobre o tema da luta espiritual, sobre como proteger-se dos ataques do demônio. Estas instruções se tornaram a arma de Faustina na luta contra o maligno inimigo.
Jesus começou dizendo: ” Minha filha, quero instruir-te sobre a luta espiritual”. E estes foram seus conselhos:
1. Nunca confies em ti, mas entrega-te inteiramente à Minha Vontade.
A confiança é uma arma espiritual. Ela é parte do escudo da fé que São Paulo menciona na Carta aos Efésios (6, 10-17): a armadura do cristão. O abandono à vontade de Deus é um ato de confiança; a fé em ação dissipa os maus espíritos.
2. Na desolação, nas trevas e diversas dúvidas, recorre a Mim e ao teu diretor espiritual; ele te responderá sempre em Meu Nome.
Em tempos de guerra espiritual, reze imediatamente a Jesus. Invoque seu Santo Nome, que é muito temido pelo inimigo. Leve as trevas à luz contando tudo ao seu diretor espiritual ou confessor, e siga suas instruções.
3. Não comeces a discutir com nenhuma tentação; encerra-te logo no Meu Coração.
No Jardim do Éden, Eva negociou com o diabo e perdeu. Precisamos recorrer ao refúgio do Sagrado Coração. Correr até Jesus é a melhor maneira de dar as costas ao demônio.
4. Na primeira oportunidade, conta-a ao confessor.
Uma boa confissão, um bom confessor e um bom penitente são a receita perfeita para a vitória sobre a tentação e a opressão demoníaca. Isso não falha!
5. Coloca o amor-próprio em último lugar, para que não contagie as tuas ações.
O amor próprio é natural, mas precisa ser ordenado, livre de orgulho. A humildade vence o diabo, que é o orgulho perfeito. Satanás nos tenta no amor próprio desordenado, que nos leva à piscina do orgulho.
6. Com grande paciência, suporta-te a ti mesma.
A paciência é uma grande arma secreta que nos ajuda a manter a paz da nossa alma, inclusive nas grandes tempestades da vida. A paciência consigo mesmo é parte da humildade e da confiança. O diabo nos tenta à impaciência, a voltar-nos contra nós mesmos, de maneira que fiquemos com raiva. Olhe para você mesmo com os olhos de Deus. Ele é infinitamente paciente.
7. Não descuides as mortificações interiores.
A Escritura nos ensina que alguns demônios só podem ser expulsos com oração e jejum. As mortificações interiores são armas de guerra. Podem ser pequenos sacrifícios oferecidos com grande amor. O poder do sacrifício por amor desaloja o inimigo.
8. Justifica sempre em ti, o juízo das Superiores e do Confessor.
Cristo falava a Santa Faustina, que morava em um convento. Mas todos nós temos pessoas com autoridade sobre nós. O diabo tem como objetivo dividir e conquistar; então, a obediência humilde à autoridade autêntica é uma arma espiritual.
9. Foge dos que murmuram, como se da peste.
A língua é uma poderosa embarcação que pode causar muito dano. Estar murmurando ou fazendo fofoca nunca é de Deus. O diabo é um mentiroso que gera acusações falsas e fofocas que podem matar a reputação de uma pessoa. Rejeite as murmurações.
10. Deixa que todos procedam como lhes aprouver; age tu antes como estou a exigir-te.
A mente da pessoa é a chave na guerra espiritual. O diabo é um intrometido que tenta arrastar todo mundo. Procure agradar Deus e deixe de lado as opiniões dos outros.
11. Observa a Regra o mais fielmente possível.
Jesus se refere à Regra de uma ordem religiosa aqui. Mas todos nós já fizemos algum tipo de voto ou promessa diante de Deus e da Igreja e precisamos ser fiéis a isso: promessas batismais, votos matrimoniais etc. Satanás nos tenta para nos levar à infidelidade, à anarquia e à desobediência. A fidelidade é uma arma para a vitória.
12. Se experimentares dissabores, pensa antes no que poderias fazer de bom pela pessoa que te faz sofrer.
Ser um canal da misericórdia divina é uma arma para fazer o bem e derrotar o mal. O diabo trabalha usando o ódio, a raiva, a vingança, a falta de perdão. Muitas pessoas já nos ofenderam. O que devolveremos em troca? Responder com uma bênção destrói maldições.
13. Evita a dissipação.
Uma alma faladeira será mais facilmente atacada pelo demônio. Derrame seus sentimentos somente diante do Senhor. Os sentimentos são efêmeros. A verdade é sua bússola. O recolhimento interior é uma armadura espiritual.
14. Cala-te quando te repreenderem.
Todos nós já fomos repreendidos em algum momento. Não temos nenhum controle sobre isso, mas podemos controlar nossa resposta. A necessidade de ter a razão o tempo todo pode nos levar a armadilhas demoníacas. Deus sabe a verdade. Deixe-a ir. O silêncio é uma proteção. O diabo pode utilizar a justiça própria para nos fazer tropeçar também.
15. Não peças a opinião a todos, mas do teu diretor: diante dele sê franca e simples como uma criança.
A simplicidade da vida pode expulsar os demônios. a honestidade é uma arma para derrotar Satanás, o mentiroso. Quando mentimos, colocamos um pé no terreno dele, e ele tentará nos seduzir mais ainda.
16. Não te desencorajes com a ingratidão.
Ninguém gosta de ser subestimado. Mas quando nos encontramos com a ingratidão ou com a insensibilidade, o espírito de desânimo pode ser um peso para nós. Resista a todo desânimo, porque isso nunca vem de Deus. É uma das tentações mais eficazes do diabo. Seja grato diante de todas as coisas do dia e você sairá ganhando.
17. Não indagues com curiosidade os caminhos pelos quais te conduzo.
A necessidade de conhecer e a curiosidade pelo futuro são tentações que levaram muitas pessoas aos quartos escuros do ocultismo. Escolha caminhar na fé. Decida confiar em Deus, que o leva ao caminho do céu. Resista sempre ao espírito de curiosidade.
18. Quando o enfado e o desânimo bateram à porta do teu coração, foge de ti mesma e esconde-te no Meu Coração.
Jesus entrega a mesma mensagem pela segunda vez. Agora Ele se refere ao tédio. No começo do Diário, Ele disse a Santa Faustina que o diabo tenta mais facilmente as almas ociosas. Tenha cuidado com isso, porque as almas ociosas são presa fácil do demônio.
19. Não tenhas medo da luta: a própria coragem muitas vezes afasta as tentações, que não ousa então acometer-nos.
O medo é a segunda tática mais comum do diabo (a primeira é o orgulho). A coragem intimida o diabo; ele fugirá diante da perseverante coragem que se encontra em Jesus, a rocha. Todas as pessoas lutam, e Deus é nossa provisão.
20. Combate sempre com a profunda convicção de que eu estou contigo.
Jesus pede a Santa Faustina que lute com convicção. Ela pode fazer isso porque Cristo a acompanha. Nós, cristãos, somos chamados a lutar com convicção contra todas as táticas demoníacas. O diabo tenta aterrorizar as almas, mas precisamos resistir ao seu terrorismo. Invoque o Espírito Santo ao longo do dia.
21. Não te guias pelo sentimento, por que ele nem sempre está em teu poder, porem todo o mérito reside na vontade.
Todo mérito radica na vontade, porque o amor é um ato da vontade. Somos completamente livres em Cristo. Precisamos fazer uma escolha, uma decisão para bem ou para mal. Em que lado vivemos?
22. Nas mínimas coisas sê sempre submissa às superioras.
Aqui, Jesus está instruindo uma freira. Todos nós temos o Senhor como nosso superior (representado também pelos padres, confessores, diretores espirituais). A dependência de Deus é uma arma de guerra espiritual, porque não podemos ganhar por nossos próprios meios.
23. Não te iludo com perspectivas da paz, e de consolos, mas prepara-te antes para grandes batalhas.
Santa Faustina sofreu física e espiritualmente. Ela estava preparada para grande batalhas, pela graça de Deus. Cristo nos instrui claramente na Bíblia a estar preparados para grandes batalhas, para revestir-nos da armadura de Deus e resistir ao diabo (Ef 6, 11).
24. Fica a saber que estás atualmente em cena e que toda a Terra e o Céu inteiro te observam.
Estamos todos em um grande cenário no qual o céu e a terra nos olham. Que mensagem estamos dando com nossa forma de vida? Que tonalidades irradiamos: luz? Escuridão? Cinza? A forma como vivemos atrai mais luz ou escuridão? Se o diabo não conseguir nos levar para a escuridão, tentará nos manter na categoria dos medíocres, do cinza, que não é agradável a Deus.
25. Luta como valorosos cavaleiros, para que eu possa recompensar-te; e não temas, porque não estás sozinha.
As palavras do Senhor a Santa Faustina podem se transformar em nosso lema: “Lute como um cavaleiro!”. Um soldado de Cristo sabe bem a causa pela qual luta, a nobreza da sua missão, conhece o Rei ao qual serve; e luta até o final, com a abençoada certeza da vitória.
Se uma jovem polonesa, sem formação, uma simples freira, unida a Cristo, pode lutar como um cavaleiro, um soldado, todo cristão pode fazer o mesmo. A confiança é vitoriosa.
* * *
Para guardar as palavras de Jesus:
“Minha filha, quero instruir-te sobre a luta espiritual. Nunca confies em ti, mas entrega-te inteiramente à Minha Vontade. Na desolação, nas trevas e diversas dúvidas, recorre a Mim e ao teu diretor espiritual; ele te responderá sempre em Meu Nome. Não comeces a discutir com nenhuma tentação; encerra-te logo no Meu Coração e, na primeira oportunidade, conta-a ao confessor. Coloca o amor-próprio em último lugar, para que não contagie as tuas ações. Com grande paciência, suporta-te a ti mesma. Não descuides as mortificações interiores. Justifica sempre em ti, o juízo das Superiores e do Confessor. Foge dos que murmuram, como se da peste. Deixa que todos procedam como lhes aprouver; age tu antes como estou a exigir-te.
Observa a Regra o mais fielmente possível. E, se experimentares dissabores, pensa antes no que poderias fazer de bom pela pessoa que te faz sofrer. Evita a dissipação. Cala-te, quando te repreenderem; não peças a opinião a todos, mas do teu diretor: diante dele sê franca e simples como uma criança. Não te desencorajes com a ingratidão; não indagues com curiosidade os caminhos pelos quais te conduzo; quando o enfado e o desânimo bateram á porta do teu coração. Foge de ti mesma e esconde-te no Meu Coração. Não tenhas medo da luta: a própria coragem muitas vezes afasta as tentações, que não ousa então acometer-nos.
Combate sempre com a profunda convicção de que eu estou contigo. Não te guias pelo sentimento, por que ele nem sempre está em teu poder, porem todo o mérito reside na vontade. Nas mínimas coisas sê sempre submissa às superioras. Não te iludo com perspectivas da paz, e de consolos, mas prepara-te antes para grandes batalhas. Fica a saber que estás atualmente em cena e que toda a Terra e o Céu inteiro te observam. Luta como valorosos cavaleiros, para que eu possa recompensar-te; e não temas, porque não estás sozinha.” (D.1760)

Fonte: Aleteia

domingo, 19 de março de 2017

O que é Catolicismo? O que é ser Católico?

E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. (Mateus 16,18)

Muitos católicos abandonam a Igreja pelo simples fato de nunca a terem conhecido verdadeiramente. Se a conhecermos, profundamente, nunca a abandonaremos. É uma lástima que, ao longo dos séculos, tantos se deixaram induzir por falsos profetas, e foram desviados do Caminho.

Nós deveríamos, pelo menos, conhecer o básico de nossa fé. Deveríamos ter como livros de cabeceira, além das Sagradas Escrituras, o Catecismo. Quantos de nós já o lemos e meditamos?

É bom tê-lo impresso. Mas hoje, todo ele está disponível na internet. Basta acessarmos a página do Vaticano, e ali o encontramos: Catecismo da Igreja Católica 

Assumamos o compromisso de aprofundarmos a fé que professamos, estudando o Catecismo, pois ele nos leva a uma interpretação correta das Sagradas Escrituras.

Que a Virgem Maria, Mãe da Igreja, nos acompanhe nesta jornada! Amém!






Festa de São José, esposo da Virgem Maria, e Patrono da Igreja Universal

quarta-feira, 15 de março de 2017

São Longuinho, o soldado que perfurou o lado de Jesus

São Longuinho, o soldado que perfurou o lado de Jesus
“Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus”, esta é a profissão de fé feita pelo soldado romano que, após a crucificação, furou o lado de Jesus com uma lança e se converteu, o qual foi identificado como São Longuinho, cuja festa é celebrada no dia 15 de março.

Longuinho viveu nos primeiros séculos, era o centurião que, por ordens de Pilatos, esteve com outros soldados ao pé da cruz de Jesus Cristo.
O Evangelho de São João relata quando os soldados foram quebrar as pernas dos dois homens que estavam crucificados ao lado de Jesus, mas quando chegaram diante de Cristo, “como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água” (Jo 19,33-34).
Este soldado que perfurou o lado de Jesus foi identificado com o nome Longuinho, derivado do grego que significa “uma lança”.
Foi ele quem, ao ver as poderosas manifestações da natureza após a morte de Cristo, disse a famosa frase que o fez o primeiro convertido à fé cristã: “Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus”.
Diz-se que Longuinho estava ficando cego e, quando perfurou o Senhor com a lança, uma gota do sangue do Salvador caiu em seus olhos e, imediatamente, ele ficou curado. Tocado, converteu-se e abandonou para sempre o exército.
Instruído pelos apóstolos, Longuinho se tornou monge em Cesareia, na Capadócia, onde ganhou muitas almas para Cristo por meio da palavra e do testemunho.
Entretanto, o governador da Cesareia descobriu sua identidade e o entregou a Pôncio Pilatos. Foi acusado de desertor e condenado à morte, a não ser que renunciasse à sua fé em Cristo.
Longuinho se manteve firme e, por isso, foi torturado, teve seus dentes arrancados e a língua cortada. Depois, foi decapitado.
Quase mil anos depois, em 999, São Longuinho foi canonizado pelo Papa Silvestre II. Conforme se relata, o processo de canonização já havia avançado bastante, porém os documentos ficaram perdidos por muitos anos.
Então, o Papa pediu a intercessão de Longuinho para ajuda-lo a encontrar esses papéis. Pouco tempo depois, os documentos foram achados e aconteceu a canonização.
Ainda hoje, São Longuinho é invocado pelos fiéis para pedir ajuda a fim de encontrar algum objeto perdido. Diz-se que ele era um homem baixinho e que, servindo na corte de Roma, vivia nas festas dos romanos.
Nesses ambientes, por sua pequena estatura, conseguia ver o que se passava por baixo das mesas e sempre encontrava pertences de pessoas. Os objetos achados eram devolvidos aos seus donos. Daí teria surgido o costume de pedir-lhe ajuda para encontrar o que se perdeu.
Em agradecimento, segundo a tradição, são oferecidos três pulinhos e uma oração. Diz-se que essa forma de agradecer seria pelo fato de o soldado ser manco, mas outra explicação afirma que os pulinhos se remetem à Santíssima Trindade.